Federação de Consumidores da América Processa Meta por Lucro com Anúncios Fraudulentos
A **Federação de Consumidores da América (CFA)** entrou com um processo contra a **Meta**, alegando que a gigante das redes sociais violou as leis de proteção ao consumidor de Washington, DC, ao lucrar com publicidade fraudulenta. O processo afirma que a Meta permitiu conscientemente que golpes se proliferassem em suas plataformas, apesar das promessas públicas de combater fraudes.
## CFA Processa Meta por Anúncios Fraudulentos
A **Federação de Consumidores da América (CFA)** entrou com um processo contra a **Meta** na terça-feira, alegando que a forma como a empresa lida com golpistas em suas plataformas viola as leis de proteção ao consumidor de Washington, DC.
Enquanto muitos golpes online envolvem contato direto com vítimas, o processo da CFA foca em publicidade fraudulenta da qual a Meta supostamente lucrou e permitiu que se proliferasse, apesar de alegações públicas de levar fraudes a sério. O processo aponta para anúncios na biblioteca de anúncios da Meta que a CFA afirma serem golpes bem conhecidos, incluindo aqueles que visam pessoas por ano de nascimento e promovem cheques governamentais falsos ou iPhones gratuitos.
Em uma declaração, o porta-voz da **Meta**, Chris Sgro, disse: "Essas alegações deturpam a realidade do nosso trabalho e nós as combateremos."
Ben Winters, diretor de IA e privacidade de dados da CFA, disse à WIRED que anúncios duvidosos podem ser facilmente encontrados pesquisando na biblioteca de anúncios da Meta com palavras-chave como "telefone grátis" e "cheque de estímulo". Uma pesquisa rápida revelou anúncios de "cheques fiscais secretos" que levavam a sites prometendo uma "estratégia de investimento à prova de recessão de Wall Street".
A Meta não respondeu a perguntas sobre a legitimidade desses anúncios.
A CFA busca indenizações, recuperação de lucros ilegais e reformas empresariais. Winters enfatiza a necessidade de remover infratores reincidentes e analisar anúncios que prometem programas governamentais inexistentes antes que cheguem aos consumidores.
## Histórico da Meta com Anúncios Fraudulentos
A **Meta** tem sido alvo de escrutínio devido ao uso generalizado do **Facebook**, **Instagram** e **WhatsApp** entre os americanos. Um relatório da Reuters do final de 2025 detalhou documentos internos da Meta revelando o tratamento da empresa sobre atividades fraudulentas. Uma apresentação estimou que as plataformas da Meta estavam envolvidas em um terço de todos os golpes bem-sucedidos nos EUA. Outra revisão interna supostamente descobriu que "é mais fácil anunciar golpes nas plataformas da Meta do que no Google".
Um documento da Meta de 2024 estimou que 10,1% de sua receita naquele ano – cerca de US$ 16 bilhões – vieram de golpes ou conteúdo proibido. O **FBI** estimou que os americanos perderam US$ 16 bilhões em todos os crimes cibernéticos em 2024. A Meta chamou a estimativa de "bruta e excessivamente inclusiva", afirmando que a receita real foi menor, mas se recusou a especificar em quanto.
Sgro declarou que a Meta combate agressivamente golpes, removendo mais de 159 milhões de anúncios fraudulentos no ano passado e derrubando 10,9 milhões de contas associadas a centros de golpes criminosos.
Em junho de 2025, uma coalizão bipartidária de procuradores-gerais estaduais instou a Meta a reprimir anúncios no Facebook que levavam a golpes de investimento no WhatsApp, afirmando que as soluções da Meta eram ineficazes.
## Batalhas Legais em Andamento
O escritório do procurador-geral das Ilhas Virgens Americanas também entrou com um processo contra a Meta, alegando falha em reprimir publicidade fraudulenta e cobrança de taxas mais altas para anúncios sinalizados como fraudulentos. Este processo está em andamento.
Winters afirmou que não está esperando por ação federal e aprecia o trabalho dos procuradores-gerais estaduais, mas acredita que os consumidores precisam de alívio imediato. Ele enfatizou o papel das ONGs em preencher lacunas onde a ação governamental está ausente.