Hackers pró-Rússia visam usina de energia sueca em ciberataque frustrado
Um ciberataque, supostamente orquestrado por um grupo hacker pró-Rússia, visou uma usina de energia térmica no oeste da Suécia no ano passado. Autoridades suecas relatam que a intrusão não teve sucesso devido a medidas de segurança robustas, destacando uma tendência preocupante de escalada de ameaças cibernéticas contra a infraestrutura crítica europeia.
Um grupo hacker suspeito de ser pró-Rússia tentou interromper as operações em uma usina de energia térmica no oeste da Suécia na primavera de 2023, de acordo com **Carl-Oskar Bohlin**, ministro sueco da defesa civil.
Durante uma coletiva de imprensa em Estocolmo, Bohlin declarou que a tentativa de intrusão não teve sucesso devido às proteções de segurança integradas da instalação. A usina específica visada não foi divulgada. O incidente está sob investigação pelo serviço de segurança da Suécia, que identificou supostos perpetradores com ligações a serviços de inteligência russos.
### Escalada de Ameaças Cibernéticas na Europa
O incidente se alinha a um padrão de atividade cibernética visando o setor de energia em toda a Europa. Tentativas semelhantes foram registradas na vizinha Noruega e Dinamarca, com a Polônia sofrendo um ataque de maior escala. Oficiais europeus têm alertado cada vez mais sobre operações cibernéticas ligadas à **Rússia** visando infraestruturas críticas, especialmente em países que apoiam a **Ucrânia**.
De acordo com oficiais suecos, a operação reflete uma mudança tática por parte dos grupos hackers pró-Rússia, que anteriormente focavam principalmente em ataques de negação de serviço. "Esses grupos que antes realizavam ataques de negação de serviço agora estão tentando ataques cibernéticos destrutivos contra organizações na Europa", disse Bohlin.
### Visando Tecnologia Operacional
A tentativa de intrusão visou um sistema de tecnologia operacional (OT), o software industrial que controla infraestruturas físicas como usinas de energia, instalações de água e equipamentos de fabricação. "Se esses sistemas forem interrompidos, destruídos ou controlados remotamente por um ator de ameaça, as consequências para a sociedade podem ser significativas", alertou Bohlin.
No ano passado, a **Polônia** relatou que sua rede elétrica havia sido visada pelo grupo hacker **Sandworm** em um ataque que utilizou malware de limpeza de dados. A **Ucrânia** também relatou operações cibernéticas persistentes contra seu setor de energia, com intrusões recentes focadas na coleta de inteligência para potenciais ataques de mísseis.
Em um alerta conjunto no ano passado, autoridades dos EUA alertaram que vários grupos apoiados pelo governo russo — incluindo CyberArmyofRussia_Reborn e NoName057(16) — têm visado operadores de infraestrutura ocidentais em setores como energia, água e produção de alimentos.
