Lei de IA da UE: Proibição de 'Nudificação' Aprovada, Implementação Atrasada em Meio a Preocupações da Indústria
Legisladores da UE chegaram a um acordo provisório sobre a Lei de IA da UE, proibindo ferramentas de 'nudificação' por IA, mas atrasando significativamente a implementação de disposições-chave. O acordo visa abordar preocupações da indústria sobre o ônus da lei, mas críticos argumentam que não vai longe o suficiente.
Legisladores europeus concordaram provisoriamente em proibir ferramentas de "nudificação" de inteligência artificial (IA), ao mesmo tempo em que atrasam significativamente a implementação de disposições-chave da **Lei de IA** da UE. Este acordo, ainda pendente de aprovação formal pelos países da UE e pelo Parlamento Europeu (esperado para agosto), reflete um compromisso entre a ambição regulatória e as preocupações da indústria.
### Implementação Atrasada
Diante de reclamações de que a lei original era excessivamente onerosa e prejudicaria a concorrência, os legisladores buscaram simplificar a legislação. O acordo provisório adia a aplicação das regras que regem ferramentas de IA de "alto risco" – especificamente aquelas que envolvem biometria e aquelas usadas em emprego, aplicação da lei e infraestrutura crítica – para dezembro de 2027. A implementação inicial estava prevista para agosto de 2024.
A legislação revisada também permite o processamento de dados pessoais para "detectar e corrigir vieses" e estreita o escopo das empresas sujeitas à Lei de IA, concedendo isenções a empresas de médio porte.
### Proibição de 'Nudificação'
Uma disposição-chave do acordo é a proibição de IA que gera imagens sexualmente explícitas de indivíduos sem o seu consentimento. Esta medida ganhou força após o chatbot **Grok** de **Elon Musk** supostamente publicar milhões de imagens "nudificadas" de vítimas involuntárias em dezembro. A proibição está programada para entrar em vigor em 2 de dezembro.
### Perspectivas dos Legisladores
O parlamentar **Michael McNamara**, representando uma comissão chave, declarou que o acordo equipa os legisladores com "as ferramentas para agir se os provedores não abordarem sistemas de IA que comprometam direitos fundamentais ou a dignidade humana". **Arba Kokalari**, da comissão de Mercado Interno e Proteção do Consumidor do Parlamento, acrescentou que o acordo torna as regras de IA "mais praticáveis na prática, remove sobreposições e pausa os requisitos de alto risco", enfatizando a necessidade de promover a inovação e apoiar o desenvolvimento de IA na Europa.
### Reação da Indústria
A **Computer and Communications Industry Association (CCIA)**, embora reconhecendo aspectos positivos do acordo, declarou que ele "fica aquém". Em um comunicado de imprensa, a CCIA destacou a oportunidade perdida de simplificar áreas-chave, incluindo o requisito para sistemas de IA considerados 'não de alto risco' serem registrados em um banco de dados da UE.

